sábado, 23 de julho de 2011

Dos Meus Medos


Dos meus medos, um dos maiores é o medo de me tornar o que não sou.
Sim, tenho medo de chegar um dia em que só exista em mim superficialidade e que isso se expresse em minhas atitudes e em meus diálogos.
De o supérfluo criar em mim obsessão pela aparência fazendo com que eu me transforme em uma boneca de plástico. E quando eu me olhar no espelho já não exista nenhum traço meu. 
Da falta de amor me tornar uma pessoa vazia que viva apenas para se alimentar das sobras da vida dos outros.
E ao me tornar essa pessoa oca de tanto me alimentar de inutilidades, nada do que eu fale consiga realmente ser útil ou aproveitado.
Medo de meus pensamentos diluírem-se em um conjunto que não comporta nenhum elemento.
De que o rancor me domine, fazendo com que eu acumule ressentimentos usando minhas mágoas como desculpa para cometer erros. 
De que as pessoas que sempre conviveram comigo não me reconheçam mais.
De me perder sem saber aonde fui parar. E ao me perder nunca mais volte a me encontrar.
Da pessoa que está ao meu lado não encontre mais em mim qualidades suficientes para continuar a me amar.
De minha companhia se tornar descartável. 
De perder o brilho no olhar, a naturalidade de ser, os movimentos da face e os sentimentos humanos.
De esquecer o propósito para o qual estou nesse mundo.
De não ter do que me orgulhar por ser apenas capa sem o conteúdo. Apenas objeto e não o sujeito de minha própria história.

2 comentários:

ju disse...

lindo!!!!!!!!!!adorei

Caranguejúnior disse...

O medo é um muro alto, muito alto, porém, é um nada pra uma marreta pesada chamada de superação.

Muito bommmmm!!!

Um abrax!